quarta-feira, 4 de julho de 2012

"A máscara da morte rubra" - Adaptação

Um roteiro de Aline Marossi, Beatriz Altafini, Bianca Roschel, Geovana Salerno, Leandro Oliveira, Marcelo Augusto, Renata Argenta. 

(Uma adaptação do conto homônimo de Edgar Allan Poe)

SINOPSE

    O homem mais poderoso de um lugar devastado pela peste, recolhe pessoas sadias e jovens e os leva para um lugar fechado, impedindo a entrada de novas pessoas.

    Lá, oferece muitas festas e, em uma delas, exatamente à meia noite, todos percebem a presença de um estranho mascarado. Amedrontados, ninguém se atreve a tocá-lo e ele, então, persegue o homem poderoso.
   Quando é encontrado, escondido em um quarto, é morto pelo estranho, deixando o caminho livre para o domínio da peste. 

PERFIL DAS PERSONAGENS
Homem poderoso: 26 anos, solteiro, mora sozinho em um apartamento de luxo da grande São Paulo. Muito popular, com um círculo de amigos muito grande. Só usa roupas de grife, conquista pessoas pelo que possui. Herdou uma fortuna dos falecidos pais e hoje é dono de grandes empresas. 
É um homem alto, de olhos castanhos, pouco cabelo. É divertido, comunicativo. Gosta de rock, bebe e fuma, é sagitariano. Tem um jeito único de cumprimentar as pessoas. Sua cor predileta é preta. 
Mulher mascarada: É uma mulher alta, sexy, morena, que usa sempre vermelho. Misteriosa, calada. Chama a atenção por sua aparência. Anda sedutoramente, perfumada, cabelo liso, olhar penetrante, tem “ar” de soberba, é esnobe e superior. Não se sabe muito sobre ela, pois “esconde” sua origem e personalidade. 

ARGUMENTO 
    Augusto, um homem rico e que esbanja seu luxo, resolve comemorar seu aniversario de 26 anos com um baile de máscaras em seu luxuoso apartamento na grande São Paulo. Por ser muito popular e cobiçado, devido à sua riqueza, chamou muitas pessoas para sua festa. 
    Durante a festa, recebe seus convidados com muita música, bebida, cigarro e diversão. Todos já haviam chegado quando, à meia-noite, a campainha toca. A porta se abre e uma, misteriosa e atraente, dama de vermelho mascarada entra. 
   Nesse momento, a atenção de todos é voltada para ela. É uma desconhecida na multidão. Ela percebe como Augusto se destacava na festa e percebe que ele era o dono do local. Augusto nota sua presença também e atraído por sua beleza, vai caminhando pela casa com a intenção de atraí-la para um local mais calmo. 
    Entra em seu quarto e aguarda. De repente a porta se abre e a misteriosa mulher entra. Estava carregando duas taças de champanhe. Augusto pega uma das taças e ao tomar um gole, a mulher tira uma faca do vestido e com apenas um golpe acerta-lhe a barriga. Tudo se apaga, ele cai e morre. 
    Augusto acorda e percebe que foi apenas um sonho. Atordoado, vai lavar o rosto, se trocar e sai para tomar café da manhã. Ao virar a primeira esquina, seus olhos fitaram a mesma dama de vermelho de seus sonhos, mascarada, sensual, perfeita. Sem acreditar, pára, assustado. A mulher sorri sarcasticamente, como se já o conhecesse e soubesse o motivo de seu espanto, passa por ele e vai embora. 

ESCALETA 
Cena 01: Augusto faz a lista de convidados. 
Cena 02: Augusto diante do espelho termina de se arrumar e coloca sua máscara para a festa. 
Cena 03: Pessoas chegam à festa. 
Cena 04: Pessoas se divertem na festa, bebem, fumam e dançam. 
Cena 05: Mulher misteriosa entra na sala e Augusto nota sua presença. 
Cena 06: Augusto anda pela casa em direção ao quarto e atrai a mulher. 
Cena 07: A mulher misteriosa entra no quarto de Augusto com duas taças de champagne. 
Cena 08: Mulher misteriosa tira uma faca do vestido e mata Augusto. 
Cena 09: Augusto acorda. 
Cena 10: Augusto leva o rosto, troca de roupa e sai. 
Cena 11: Augusto vira a primeira esquina, encontra a mesma mulher de seus sonhos, que passa por ele.


ROTEIRO LITERÁRIO 

Cena 01 

APARTAMENTO DE AUGUSTO - QUARTO, INTERIOR, DIA.
Seu quarto está escuro e ele está sozinho. Está deitado em sua cama muito a vontade. A televisão está ligada mas ele não assiste. Augusto esta planejando a festa que vai dar, fazendo os convites. Está com uma agenda no colo e uma LISTA COM O NOME DE MUITAS PESSOAS. Conforme faz ligações e fala com as pessoas, vai riscando quem já convidou da lista. Está muito animado com os convites, mas um tanto quanto preguiçoso. 

Cena 02 


APARTAMENTO DE AUGUSTO - BANHEIRO DO QUARTO, INTERIOR, NOITE. 
Augusto está na frente do espelho, passando loção pós-barba e perfume. Dá um sorriso soberbo para ele mesmo no espelho. Coloca a sua máscara no rosto, para a festa, e está pronto. Sai do banheiro, apaga as luzes. Fica escuro e escuta-se Augusto ligando o som na sala. 

Cena 03 

APARTAMENTO DE AUGUSTO - SALA, INTERIOR, NOITE. 
A sala está toda organizada, e o ambiente está com uma música animada. Augusto está abrindo a porta para os primeiros convidados. Cumprimenta todos calorosamente do seu jeito particular. Os convidados ficam na sala em pé, Augusto vai até a cozinha pegar uma bebida e oferece a eles. Acende um cigarro e ficam conversando, rindo e se mexendo, dançando. 

Cena 04 

APARTAMENTO DE AUGUSTO, INTERIOR, NOITE. 
O apartamento todo está mais cheio, cozinha, sala e corredores. Devido à festa, as coisas já estão mais desorganizadas. O ambiente não está muito iluminado. Todos bebem, dançam, riem, conversam e alguns fumam. As pessoas estão alegres, algumas já bêbadas. Divertem-se muito. 

Cena 05 


APARTAMENTO DE AUGUSTO - SALA, INTERIOR, NOITE. 


É MEIA-NOITE. A campainha toca, mas ninguém vai abrir. A porta se a porta se abre sozinha e APARECE UMA MULHER MASCARADA, toda de vermelho, muito sensual e misteriosa. Entra calmamente, com ar de superior. Por onde vai passando rouba a atenção das pessoas ao seu redor, que olham com caras curiosas, se perguntando: “quem é essa bela desconhecida?”, e ao mesmo tempo contemplando-a. Ela observa o local, pára e encosta em uma parede. 

Cena 06 

APARTAMENTO DE AUGUSTO - SALA, INTERIOR, NOITE. 
Augusto percebe a presença da dama de vermelho, ao mesmo tempo em que ela percebe a de Augusto. Ficam se entreolhando de longe. Augusto se vira e sai da sala. Vai andando calmamente pelo corredor, “atraindo-a” para longe da movimentação e do barulho da festa. Enquanto anda, a misteriosa mulher permanece parada, olhando-o fixamente. Augusto olha uma única vez para trás, para ver se ela estava acompanhando-o, e ai então ela começa a andar em sua direção, seguindo-o. Augusto entra em uma porta, seu quarto.  

Cena 07 

APARTAMENTO DE AUGUSTO - QUARTO, INTERIOR, NOITE. 
Augusto está em seu quarto, sentado na cama, de frente para a porta, que está fechada. A PORTA SE ABRE, a mulher entra com duas taças de champanhe, muito calma e sensualmente. Aproxima-se de Augusto e fica na frente dele. Entrega-lhe uma das taças e dá um gole na sua, colocando-a ao lado da televisão, logo em seguida. 

Cena 08 

APARTAMENTO DE AUGUSTO - QUARTO, INTERIOR, NOITE. 
Enquanto a desconhecida misteriosa vai tirando, com uma de suas mãos, bem devagar sua máscara para mostrar-lhe seu rosto, distraindo-o, com a outra vai tirando uma faca da perna, sem que Augusto perceba. Rapidamente e com um golpe certeiro, enfia a faca na barriga de Augusto. Ele cai na cama para trás, morto. Tudo vai ficando escuro enquanto a mulher lhe olha de cima, superior e friamente. 

Cena 09 

APARTAMENTO DE AUGUSTO - SALA, INTERIOR, DIA. 
Augusto acorda assustado, abre os olhos e dá um pulo. Está na sala, deitado no sofá, suava frio. Percebe que tudo foi apenas um sonho e fica imensamente aliviado. Olha para o RELÓGIO e vê que já são 09h15. A televisão está ligada. Ele senta, esfrega os olhos, procura o controle e desliga a televisão. Se levanta e sai da sala. 

Cena 10 

APARTAMENTO DE AUGUSTO - BANHEIRO, INTERIOR, DIA. 
Augusto está no banheiro lavando seu rosto. Entra em seu quarto, que está organizado por ele não ter dormido lá. Tira sua camiseta, joga em cima da cama e coloca outra. Vai para sala. Pega suas chaves que estavam em cima da mesa e sai do apartamento para tomar café da manhã. 

Cena 11 

RUA, DIA. 
Augusto acaba de sair do condomínio e está andando pela rua. Vira a primeira esquina. Ao olhar para frente, vê a mesma mulher de seus sonhos, misteriosa, perfeita, vestida toda de vermelho e mascarada. Está vindo em sua direção, se aproximando cada vez mais. Augusto pára e estremece. O medo toma seu corpo todo. Quando vai passar ao seu lado, ela sorri sarcasticamente para ele, como se já o conhecesse e soubesse o motivo de seu pânico. Passa por ele, e continua seu caminho. 


Transformando sonhos em realidade


     Quem não sonha com um casamento perfeito? Desde pequenas as mulheres idealizam o seu grande dia, onde ela será o centro das atenções e tudo de melhor poderá acontecer. Sonham com um vestido lindo, um casamento perfeito e em encontrar um príncipe encantado.

     Não é para menos que quando esse grande dia chega, as mulheres queiram escolher tudo nos mínimos detalhes. Algumas delas passam anos organizando o dia do seu casamento, desde o tradicional vestido branco até os minuciosos detalhes do arranjo de mesa. Por isso, nada melhor do que poder encontrar tudo isso localizado em um mesmo lugar. Afinal, toda essa organização requer tempo, que na maioria das vezes, uma noiva moderna não possui. Foi com o objetivo de atender com praticidade todas as necessidades dessas noivas que surgiu a popularmente conhecida Rua das Noivas.

     A Rua São Caetano, localizada no Bairro da Luz de São Paulo, destacou-se a partir da década de 70 (que foi quando ficou conhecida como Rua das Noivas) pela grande variedade de lojas, com todo o tipo de artigos voltados para casamento. De fácil acesso via transporte público, está localizada ao lado do metro Luz e possui diversos taxis a disposição, sem contar os estacionamentos localizados na própria rua e que facilitam o acesso via veículo particular.

     Para as noivas de plantão que ainda estão em busca do vestido perfeito, vale a pena fazer uma visitinha a essa Rua. O maior foco do local são os vestidos que estão disponíveis em diversos modelos, tecidos, cortes, detalhes e preços, a fim de atender todo o tipo de público, que pode optar pela compra ou aluguel.

    A maioria das lojas conta com um estilista próprio, que permite que a cliente projete seu próprio vestido da maneira que desejar, caso não goste de nenhum modelo. As vendedoras estão preparadas para ajudar cada noiva a realizar o seu sonho, criando a atmosfera do grande dia dentro da própria loja. Elas vestem a cliente, oferecem sapato, fazem um penteado, colocam véu e as disponibilizam até buquê. A noiva se sente realmente acolhida.

    Para atender o público, a rua também conta com uma infraestrutura de alimentação, sendo assim, as noivas só precisarão se preocupar com os preparativos para o tão sonhado dia, porque o restante dos detalhes a Rua das Noivas já oferece. E agora que a dica está dada, aproveitem meninas, boas compras!

(Matéria escrita sobre a Rua das Noivas como trabalho acadêmico à Universidade Anhembi Morumbi).


terça-feira, 3 de julho de 2012

Do que você vai se lembrar?

     Sentado na varanda de casa, como de costume, comecei a observar a cidade. As ruas de São Paulo sempre tiveram um charme para mim, mas com o vento no meu rosto e a luz de um por-do-sol, esse charme se acentuava ainda mais. É meu aniversário. Faço 67 anos e, desta vez, preferi passa-lo sozinho. Todo homem, numa certa idade, começa a refletir sobre o que ele é e o que ele foi. Pelo menos é o que todos deveriam fazer. Talvez meu dia seja hoje. Essa tarde, desse verão em especial, me trouxe uma inspiração única.

      Foi inevitável: meu passado à tona. Lembrei-me dos meus 16 anos, afinal, quem se esquece dos 16? A maioria se lembra dos amigos, das festas, do primeiro beijo, da escola, do primeiro porre. Comigo foi diferente: me lembro do meu primeiro choque de realidade. Ser pobre já era difícil. Ser pobre e negro parecia impossível. Mas nem sempre foi assim.

      Eu tinha casa, família, e mesmo que não houvesse laços de sangue, tinha o amor de meus pais. Frequentei boas escolas, morei em bairros nobres, a minha realidade era, aparentemente, o sonho de muitos. Mas as aparências enganam, começando pelo meu irmão que não herdou nem a bondade e nem o coração de nossos pais. Não conversava comigo, não olhava nos meus olhos. Nunca me tratou de igual para igual. O fato de eu ser adotado era um problema para ele, e fazia questão de deixar isso explícito sempre. Perto dele me sentia anormal. Mas quem me dera me sentir assim só com ele. O filme se repetia na escola, no bairro e em qualquer lugar que eu fosse. Era como se a cor da minha pele fosse a condição para que me tratassem mal.

      Duas coisas me mantinham em casa: a porta trancada e o amor e dedicação de meus pais. Mas quando nem dentro de casa eu conseguia me sentir alguém, o amor de mais pais pareceu insuficiente. A porta já não era mais obstáculo. Saí. Não sei exatamente o porquê. Em casa a situação já estava insuportável, então pensei que fora dela seria diferente. Não foi.

      Na rua foram dois anos: dos 16 aos 18. Vi, ouvi e vivi histórias de todo o tipo. Daria pra escrever um livro, mas preferi guardar na memória. Lembro-me de uma vez que estava pedindo comida na rua, não era a primeira vez mas, especificamente nesse dia, aconteceu algo diferente. Um homem parou e me disse: "Você não tem vergonha de estar nessa situação? Eu passo aqui todos os dias e sempre há um de vocês com histórias diferentes, tentando nos comover. Vocês só servem para atrapalhar a nossa passagem. Sempre haverá pessoas morrendo de fome. Aceitem a realidade. Isso é natural!." Suas palavras doeram, mas nem tanto quanto a indiferença em seu olhar. Naquele momento me perguntei: "O que é ser humano?". Até hoje me pergunto. Talvez eu não saiba exatamente o que é SER, mas tenho certeza de que sei o que é NÃO SER.

      Estar no poder se preocupando mais com o seu salário no final do mês do que o bem comum da população que o elegeu não é ser humano. Olhar para moradores de rua com indiferença e sequer se importar, acreditando que eles são resultado de problemas sociais que não os envolvem, não é ser humano. Confundir o status de comum com o de natural não é ser humano. Em um mundo onde há comida suficiente para todos, passar fome não é natural, é comum. Matar pessoas, sendo elas 10 ou 10.000,  por dinheiro, território, crenças cegas ou muito menos não é natural, é comum. Ver  adolescentes perdendo seus valores e se perdendo em drogas cada vez mais cedo não é natural, é comum. E, principalmente, aceitar todas essas coisas e conviver todos os dias com elas como se fossem da nossa natureza, definitivamente não é ser humano. E para quem, até então, estava pensando que meu choque de realidade tinha sido as ruas, o preconceito e passar fome, se enganou porque, pior que isso, era a reação das pessoas, ou melhor, a FALTA DE REAÇÃO dos que me viam e viam os outros ao meu redor naquela situação e nos encarava como se tudo fosse normal, natural. E digo a vocês: Isso acontece há muito tempo e no mundo inteiro.
       Aos 18 anos resolvi mudar de vida. Foi fácil? Nem um pouco. Valeu a pena? Muito! Naquela época conheci uma mulher chamada Luiza. Ela me mostrou que podia ser diferente. Fazia trabalho voluntário cuidando de crianças carentes. Dava comida, abrigo, exemplos. Comecei a ajudá-la e não parei mais. Lá, houve uma noite em que li o trecho de um livro que dizia que os melhores políticos eram os políticos por vocação; soube naquele momento que eu era um deles. Chegar lá foi muito difícil, mas não convém contar-lhes agora. Aos 25 anos me vi na câmara dos deputados. Nem preciso falar do preconceito que sofri, mas para minha surpresa tive ajuda de alguém influente, o mesmo que estava na 1ª fileira, no meu 1º discurso: Meu pai. E ao lado dele, emocionada: Minha mãe!
      Durante minha trajetória política fiz o que devia fazer, o que todos deveriam fazer, ou pelo menos fariam se fossem apaixonados como eu. Não voltei para casa, já não era mais meu lugar. Mas dessa vez tive o apoio dos meus mais, que me abraçaram sem fazer perguntas e me deixaram tomar minhas próprias decisões. A sensação foi única. Me senti como um pássaro que descobria seu próprio caminho ao sair da gaiola.
       Dei muita dor de cabeça aos outros políticos. Pobres políticos. Denunciava corrupções, propunha leis que realmente fariam diferença. Mas o sistema é foda. Infelizmente, na câmara precisava dos votos dos corruptos, e esses eu não tinha. Já dá pra imaginar que eu não durei muito. Mas tudo bem, há paixões que não duram uma vida e mesmo assim são inesquecíveis. Valem a pena!
      Já escureceu. As tardes passam voando. Assim como o tempo. Assim como a vida. Assim como deveriam passar todos os pássaros na minha varanda. Hoje, olho orgulhoso para o meu passado. Se pudesse escolher, faria tudo da mesma forma. Ensinei muito, aprendi ainda mais. Fui político de  verdade, olhei nos olhos, discordei do arbitrário, errei, acertei, fui intenso, fui humano. E fiz minha parte para tentar resgatar a humanidade de uma sociedade desumanizada. 
      Não é necessário subir num palanque, ter milhares de pessoas à sua frente para que você seja ouvido. Você já faz política o tempo todo, não é uma escolha sua, mas você pode escolher como fazê-la. Então faça a escolha certa, mesmo que sem ganhar nada por isso. Dizem que as vezes, quando se perde é quando se ganha.
      Já festejei muito. Hoje, abro mão da festa mas nunca do bolo, que por sinal já deve estar queimando no forno. Por isso, deixo agora aqui o meu último recado: " Não digam nunca: isso é natural. Para que nada passe a ser imutável!" A memória não aceita divórcio, as lembranças vão te acompanhar por toda a vida... E então do que você vai se lembrar?